Escrevemos em guardanapos, em folhas soltas, em ecrãs e guardamos para ninguém ver, dedilhamos em guitarras e em copos, rabiscamos e desenhamos em cores e a negro e luz. Muitos de nós não querem ser edições de autor e mesmo que não tenhamos plantado uma árvore, feito um filho ou publicado um livro, dizemos e inscrevemos coisas.
E, sim, gostamos de limonada e de bolo caseiro.
E se criássemos um clube desautorizado? Um lugar sem pretensões, debaixo das árvores, onde se lêem textos esquecidos, se mostram desenhos guardados, se ouvem músicas que só a família conhece. Um espaço onde o que nunca saiu da gaveta finalmente respira.