Diz-se que a falar é que nos entendemos. Embora nem sempre isso aconteça, uma conversa é sempre um bom ponto de partida para partilhar e clarificar ideias, e abrir caminhos. Este ciclo tem como ponto de partida a leitura de textos de diversos autores, seleccionados por nós, que convocam formas de cognição complementares - a racional e a emocional. Aqueles textos apelam a questionamentos/sentimentos que, no nosso ver, pretendem promover uma expansão da tomada de consciência e da sensibilidade sobre o mundo contemporâneo. Acreditamos que o pensamento claro, a reflexão e a partilha de ideias, emoções e inquietações, são caminhos para transformar o conhecimento em sabedoria de vida e em prática quotidiana e política.
O que é afinal uma vida boa?
O mote para esta 2ª sessão das Leituras Conversadas é o conceito de Buen Vivir dos povos andinos, que foi incorporado nas constituições do Equador e da Colômbia e consiste num conjunto de princípios e de práticas quotidianas (individuais, sociais e rituais) com vista à fruição duma vida plena e harmoniosa das comunidades, em comunhão com a natureza. O Buen Vivir é, simultaneamente, uma crítica e alternativa ao modelo de desenvolvimento hegemónico e aos modos de vida insustentáveis que este promove.
É possível aceder à edição brasileira de um livro sobre o tema, do autor equatoriano Alberto Acosta (aqui), mas vamo-nos apoiar em dois textos curtos: um do mesmo autor (capítulo do livro "Um Campeão Visto de Perto: Uma análise do modelo de desnvolvimento brasileiro", 2012 (aqui) e o outro do autor uruguaio Eduardo Gudynas (verbete incluído em "Decrescimento: Vocabulário para um Novo Mundo", 2016 (aqui).
donativo livre
datas: 18 Jan; 22 Fev; 8 Mar; 18 Abr; 24 Mai.
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