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Leituras Conversadas – ‘Pensar o mundo, sentir o mundo’ . com Álvaro Fonseca e Francisco Pacheco

  • Atelier Carlos Botelho Rua António Louro Parede, Lisboa, 2775-311 Portugal (mapa)

Para esta 3ª sessão das Leituras Conversadas escolhemos dois textos do filósofo Anselm Jappe (publicados numa mesma colectânea pela Antígona) para continuarmos a repensar e questionar o paradigma socioeconómico e cultural dominante.

Um deles corresponde a uma conferência que deu em Lisboa em 2013 – “Depois do fim do trabalho: em direção a uma humanidade supérflua?” (disponível aqui). A partir da crítica marxista do capitalismo e do conceito do ‘fetichismo da mercadoria’, Jappe desconstrói a ideia de ‘trabalho’ como uma virtude natural, lembrando que a sua etimologia remete a tripalium (instrumento de tortura). O ensaio argumenta que, com a automação e a crise da valorização, o capitalismo torna grandes parcelas da humanidade ‘supérfluas’, pois o sistema já não consegue absorver a força de trabalho para gerar mais-valia.

Em “Estarmos Livres para a Libertação” (disponível aqui), Jappe aprofunda a dimensão subjetiva e psicológica da crítica do valor. Ele questiona se os indivíduos contemporâneos, moldados por séculos de lógica mercantil e fetiche da mercadoria, possuem ainda a estrutura psíquica necessária para a emancipação. O autor sugere que não basta mudar as estruturas económicas; é necessária uma ‘mutação antropológica’, pois o sujeito moderno internalizou as categorias capitalistas de tal forma que a própria ideia de liberdade está muitas vezes capturada pela lógica do consumo e do desempenho.

Diz-se que a falar é que nos entendemos. Embora nem sempre isso aconteça, uma conversa é sempre um bom ponto de partida para partilhar e clarificar ideias, e abrir caminhos. Este ciclo tem como ponto de partida a leitura de textos de diversos autores, seleccionados por nós, que convocam formas de cognição complementares - a racional e a emocional. Aqueles textos apelam a questionamentos/sentimentos que, no nosso ver, pretendem promover uma expansão da tomada de consciência e da sensibilidade sobre o mundo contemporâneo. Acreditamos que o pensamento claro, a reflexão e a partilha de ideias, emoções e inquietações, são caminhos para transformar o conhecimento em sabedoria de vida e em prática quotidiana e política.

donativo livre

datas: 18 Jan; 22 Fev; 8 Mar; 18 Abr; 24 Mai.

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