Em Maio, trazemos para a conversa o ensaio How to Grow Livable Worlds (2018) da antropóloga cultural canadiana Natasha Myers, onde ela nos convida a pensar e cocriar outros mundos dentro do mundo, reaprendendo a cultivar mundos habitáveis. Disponibilizamos uma tradução em português neste link.
No seu ensaio-manifesto, Myers propõe uma viragem botânica e sensorial: em vez de “salvar o planeta” como abstração, devemos envolver-nos concretamente com os seres e territórios com quem coabitamos, em particular com as plantas. Para Myers, cultivar mundos habitáveis é um acto de resistência ao esvaziamento relacional promovido pela Modernidade que lançou um feitiço sobre o mundo: um encantamento sombrio que nos ensinou a ver a Terra como objecto, a natureza como recurso, o tempo como linha, o outro como primitivo. Myers desafia-nos a tecer outro encantamento, um contra-feitiço que dissipe a névoa da separação e devolva espessura ao viver, convocando arte, experimentações e perturbações radicais para aprender outras maneiras de ver, sentir e conhecer. Venham conspirar connosco!
Aproveitamos desde já para vos convidar para guardarem a tarde de 21 de Junho para uma sessão especial de fecho deste ciclo em formato convivial. Mais detalhes em breve
donativo livre
datas: 18 Jan; 22 Fev; 8 Mar; 18 Abr; 24 Mai,; 21 Jun.
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